DESCOBRINDO A DIMENSÃO E A COMPLEXIDADE DA BIODIVERSIDADE DA AMAZÔNIA Existe uma grande limitação de dados disponíveis sobre a dimensão e composição da diversidade de insetos em florestas tropicais. Preencher essa lacuna de conhecimento é urgente, considerando as perdas aceleradas de biodiversidade e o risco para ecossistemas inteiros. CONHEÇA O PROJETO REVELANDO AS ESPÉCIES DO DOSSEL Há mais de cem anos, se diz que a fauna do dossel da floresta tropical é como outro continente. Em um século, não surgiram soluções para coleta sistemática no dossel. O BioDossel e o BioInsecta criaram um sistema de armadilhas que soluciona essa limitação, com coletas em grande escala do chão à copa das árvores. O sequenciamento de DNA (CoI) e uma enorme rede de especialistas que valida a identificação até espécie conferem precisão para estudos de grande escala da biodiversidade de insetos. CONHEÇA NOSSAS INOVAÇÕES NOTÍCIAS DO BIOINSECTA Acompanhe novidades, reportagens, e atividades do BioInsecta CLIQUE AQUI

Biomonitoramento de Insetos em Florestas Tropicais

Estrutura vertical da fauna de insetos em florestas tropicais:

guildas, sazonalidade e riqueza de espécies

Revelando a biodiversidade de insetos: conhecimento das nações originárias, conhecimento da ciência, conservação da floresta em pé e desmatamento zero

O BioInsecta — Biomonitoramento de insetos em Florestas Tropicais — em parceria com o BioDossel (INPA), é um megaprojeto inovador de pesquisa para conhecer e monitorar a diversidade de insetos da Floresta Amazônica. Esses projetos revelam a composição das espécies de insetos do nível do solo até a copa das árvores (dossel) da floresta, a cerca de 30 metros de altura.  O conhecimento do grupo mais diverso do planeta na maior floresta tropical com a maior diversidade do mundo gera inovações que orientam novos estudos de biodiversidade em grande escala. Fornece também dados da gigantesca complexidade da floresta. Esses dados embasam políticas públicas e programas para a conservação e restauração da floresta. Esse é parte do legado que pretendemos estabelecer.
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SEQUENCIAMENTO DO DNA DE ESPÉCIMES

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LOCAIS DE ESTUDO NA AMAZÔNIA CENTRAL

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COLETA DE INSETOS

Reunimos uma equipe multidisciplinar de mais de 200 pesquisadores e 32 instituições (nacionais e internacionais) para conhecer e monitorar a diversidade de insetos da Amazônia, e revelar como as espécies se distribuem na floresta até a copa das árvores. Será o maior estudo já realizado em número de espécies amostradas em diferentes estratos em florestas tropicais (solo, sub-bosque e dossel), e de exemplares com DNA sequenciado, estabelecendo um novo marco de referência para estudos de biodiversidade em grande escala para a comunidade científica internacional, reduzindo custos e o tempo necessário para a identificação precisa de espécies.

Video reportagem sobre o projeto. Por Leandro Magrini

BioInsecta em números

Componentes de Pesquisa

Amostragens/Coletas

Criamos um sistema integrado de armadilhas (Malaise) modificadas e interconectadas verticalmente em uma “cascata”, que permite a amostragem em grande escala da diversidade de insetos em todos os estratos da floresta, até a copa das árvores, a 30 metros ou mais. Esse sistema permitirá reconhecer, pela primeira vez, a organização da distribuição vertical dessa diversidade nos estratos da floresta.

Sequenciamento de DNA e Taxonomia Integrativa

Utilizamos tecnologias inovadoras de sequenciamento de DNA em grande escala (DNA barcoding e MinIOn) combinadas a dados morfológicos (taxonomia integrativa e triagem reversa), diminuindo o tempo e os custos para grandes inventários de biodiversidade, e aumentando a precisão da identificação e o reconhecimento de novas espécies.

Bioinformática e Ciências da Computação

O sequenciamento de cerca de 500 mil insetos (DNA barcoding) produzirá um gigantesco volume de dados, que por sua vez possuem grande quantidade de informações associadas como data e local de coleta, e a identificação taxonômica dos exemplares. A bioinformática e a ciência da computação são fundamentais para as análises das sequências de DNA obtidas, e para criação e organização dos resultados e informações associadas em um banco de dados.

Ecologia e Estatística

Sendo o primeiro estudo de estratificação vertical da fauna em uma floresta tropical, é essencial conhecer a porcentagem de espécies que são encontradas apenas acima do nível do solo (> 2 m), entender quais recursos florestais são usados pelos diferentes grupos de insetos ao longo dos estratos até a copa das árvores, e o efeito da sazonalidade na diversidade dos insetos.

Educação e Divulgação Científica

A partir da valorização da importância dos diferentes conhecimentos na sociedade — cultura, povos tradicionais e ciência —, desenvolvemos as atividades de educação e divulgação científica do BioInsecta buscando a integração desses saberes com os conhecimentos sobre os insetos e a biodiversidade revelados no projeto, fortalecendo a luta pela conservação da entomofauna, a proteção da floresta em pé e sua restauração.

 

Objetivos Principais

Descobrir quantas espécies de insetos vivem em uma área de 10 mil hectares (cerca de 10 mil campos de futebol) na Amazônia, desde o solo até o dossel.

Descobrir quantas espécies de insetos vivem em uma área de 10 mil hectares (cerca 10 mil campos de futebol) na Amazônia Central, desde o solo até o dossel.

Reconhecer os papéis ecológicos (guildas) desempenhados pelos diferentes grupos de insetos ao longo dos estratos da floresta.

Descobrir como a fauna de insetos muda (turnover) em relação a composição de espécies entre localidades separadas por grandes rios na Amazônia (Rio Negro e Rio Solimões).

Reconhecer como poderemos usar os resultados revelados sobre a complexidade da fauna de insetos e de suas biologias para ajudar a conservar a floresta em pé e em sua restauração.

Grandes contribuições do BioInsecta/BioDossel

Sistema de armadilhas patenteável para a amostragem de artrópodes acima do solo em diferentes ecossistemas florestais

Protocolos inovadores de sequenciamento de DNA (barcode e MinIONs) e taxonomia integrativa para estudos de biodiversidade em grande escala 

Formação de recursos humanos qualificados em taxonomia fortalecendo a pesquisa estratégica em biodiversidade no Brasil 

Maior coleção de insetos da Amazônia Central (“metacoleção”) dividida entre Inpa, Museu da USP e uma terceira instituição

Depósito do maior número de sequências de DNA barcoding para insetos de Florestas Tropicais em Coleções  (genBank)

Principal Coleção Digital de imagens em alta resolução da fauna de insetos da Amazônia

Coleção Digital de Insetos da Amazônia Central

É nosso papel revelar em detalhe, com uma abordagem altamente profissional a biodiversidade de insetos da Amazônia Central, unindo ciência, inovação, educação, divulgação científica e o conhecimento dos povos tradicionais, de maneira a mostrar a complexidade — e, portanto, a fragilidade — da floresta. Desmatamento é um processo cumulativo. A implicação inevitável é uma recomendação de desmatamento zero, com a proteção da floresta e de seus povos, que protegem a floresta

Queremos, através do projeto, gerar bases de dados gigantescas sobre a composição e a complexidade da fauna de todos os grupos de insetos na floresta Amazônica, de maneira que seja possível a rápida identificação da fauna em outros projetos. As informações no banco de dados incluem sequências de DNA (CoI), fotos de alta resolução e identificação validada por especialistas em taxonomia. Este projeto é inseparável de iniciativas paralelas de conservação da floresta em pé, divulgação e jornalismo científico e educação. Esses resultados se somam ao enorme conhecimento que as nações originárias já têm da diversidade de insetos (e de plantas e outros animais).

Proteção da floresta em Pé; ética de pesquisa; colaboração; transparência; integridade; respeito pela  biodiversidade; valorização dos saberes dos povos indígenas e comunidades tradicionais; modelos econômicos sustentáveis no curto, médio e longo prazos; mitigação das mudanças climáticas.

Missão

É nosso papel revelar em detalhe, com uma abordagem altamente profissional a biodiversidade de insetos da Amazônia Central, unindo ciência, inovação, educação, divulgação científica e o conhecimento dos povos tradicionais, de maneira a mostrar a complexidade — e, portanto, a fragilidade — da floresta. Desmatamento é um processo cumulativo. A implicação inevitável é uma recomendação de desmatamento zero, com a proteção da floresta e de seus povos, que protegem a floresta

Visão

Queremos, através do projeto, gerar bases de dados gigantescas sobre a composição e a complexidade da fauna de todos os grupos de insetos na floresta Amazônica, de maneira que seja possível a rápida identificação da fauna em outros projetos. As informações no banco de dados incluem sequências de DNA (CoI), fotos de alta resolução e identificação validada por especialistas em taxonomia. Este projeto é inseparável de iniciativas paralelas de conservação da floresta em pé, divulgação e jornalismo científico e educação. Esses resultados se somam ao enorme conhecimento que as nações originárias já têm da diversidade de insetos (e de plantas e outros animais).

Valores

Proteção da floresta em Pé; ética de pesquisa; colaboração; transparência; integridade; respeito pela  biodiversidade; valorização dos saberes dos povos indígenas e comunidades tradicionais; modelos econômicos sustentáveis no curto, médio e longo prazos; mitigação das mudanças climáticas.

Expedição BioInsecta/BioDossel

Reunindo uma equipe de 34 entomólogos que utilizou mais de 30 diferentes métodos de coleta, realizamos a amostragem da diversidade de insetos em ambientes (hábitats) específicos da floresta, como: corpos d´água e proximidades, no solo, em troncos, perto de plantas específicas e até acima da copa das árvores – em uma área de cerca de 10 mil hectares.

T.1 (ep.6) – Mulheres na Ciência (11/12)

Ouça aqui

Na Mídia e Notícias

Mais recente

Dr. José Albertino Rafael, Coordenador do BioDossel (INPA) Além da importância incalculável em termos da diversidade que será revelada para a Amazônia, esse será um banco de dados muito útil para daqui a seis, dez anos, fazermos novas coletas e vermos qual o impacto do aumento da temperatura, da diminuição de chuvas e das queimadas na população dos insetos em áreas ainda preservadas da Amazônia Além da importância incalculável em termos da diversidade que será revelada para a Amazônia... Dr. José Albertino Rafael, Coordenador do BioDossel (INPA) Dr. Dalton Souza Amorim, Coordenador do BioInsecta (USP) Se mais da metade da biodiversidade de insetos da floresta não está próxima do solo, como isso impacta as estratégias de silvicultura, extrativismo sustentável, demarcação de território dos povos originários, implantação de sistemas agroflorestais? Os dados gerados no projeto ajudarão a delinear novas soluções, e os próprios estudos de biodiversidade devem ter seus protocolos refeitos, em função de novas soluções para coleta no dossel e do uso da biologia molecular para estudos de biodiversidade de grande escala Se mais da metade da biodiversidade de insetos da floresta não está próxima do solo... Dr. Dalton Souza Amorim, Coordenador do BioInsecta (USP) Dr. Marco Marinho, Coordenador de sequenciamento (UFPel) Em alguns meses já foi produzido um volume relativamente grande de dados. Obviamente, ainda há uma quantidade significativa a ser produzida, mas os resultados já são bastante expressivos. Essa experiência de ver o processo, de fato, andando, e ter sido colocado em prática aquilo que foi planejado no começo do projeto também é bastante gratificante! Em alguns meses já foi produzido um volume relativamente grande de dados... Dr. Marco Marinho, Coordenador de sequenciamento (UFPel) Dra. Daniela Maeda Takiya (UFRJ), Coordenadora da ordem Hemiptera setembro de 2025 Entre as diversas perguntas que serão respondidas, a mais importante para mim é: quantas espécies de insetos ocorrem em um ponto da Floresta Amazônica? Até hoje, não há uma resposta convincente, com uma amostragem ampla, vertical e sazonal, como a que está sendo realizada. Para outras florestas tropicais, estima-se que cerca de 90% da fauna de hemípteros da família Cicadellidae seja desconhecida. A amostragem realizada pelos projetos poderá fornecer uma estimativa mais precisa do grau de desconhecimento que temos sobre a fauna amazônica. E, é claro, disponibilizar esses espécimes, para que os especialistas possam avançar na descrição de nossa biodiversidade! O BioInsecta e BioDossel resultarão na identificação de cerca de 600 mil espécimes, depositados em coleções biológicas nacionais, além de terem suas sequências de DNA barcode disponibilizadas em bases de dados públicas. Um verdadeiro testemunho de nossa biodiversidade! Entre as diversas perguntas que serão respondidas, a mais importante para mim é... Dra. Daniela Maeda Takiya (UFRJ), Coordenadora da ordem Hemiptera Dr. Fernando Vaz de Mello (UFMT)
Coordenador da ordem Coleoptera e do INCT-INCol
A ordem Coleoptera, que inclui os besouros, compreende aproximadamente 40% das espécies de insetos, o que representa 1/4 das espécies de animais do mundo. Temos perto de 200 anos de estudos em diversidade de insetos da Amazônia, mas por questões metodológicas, sempre foi muito difícil fazer estudos dos insetos associados às partes mais altas da floresta. Com o BioInsecta/BioDossel, vamos conseguir obter um tipo de informação que só foi possível há muito pouco tempo e, pela primeira vez, vamos obtê-las de maneira bem padronizada, de modo que poderemos saber quais espécies estão associadas a quais alturas dentro da estrutura vertical das florestas na Amazônia brasileira. Sobre espécies novas, é claro que vão aparecer espécies novas, e vão ser muitas! julho de 2025 A ordem Coleoptera, que inclui os besouros, compreende aproximadamente 40%... Dr. Fernando Vaz de Mello (UFMT)
Coordenador da ordem Coleoptera e do INCT-INCol
Dra. Virginia Urso-Guimarães (UFSCar), Coordenadora da família Cecidomyiidae Na Amazônia, há atualmente 34 espécies de cecidomiídeos (ordem Diptera), o que representa 0,5% do total conhecido da família para o Brasil. Com as inovações metodológicas dos projetos BioInsecta/BioDossel aplicadas à fauna da Amazônia, e considerando os resultados preliminares do BioInsecta para a família, as estimativas são de que haja mais de 20 mil espécies de cecidomiídeos neste bioma. Desta forma, espera-se aumentar a velocidade de descrição de espécies novas de cecidomiídeos, melhorando a compreensão de sua diversidade no Brasil, além de propiciar a formação de sistematas capazes de atuar no contexto da taxonomia integrativa no país. agosto de 2025 Na Amazônia, há atualmente 34 espécies de cecidomiídeos (ordem Diptera), o que representa 0,5%... Dra. Virginia Urso-Guimarães (UFSCar), Coordenadora da família Cecidomyiidae

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