“Eu pensei, meu Deus, isto é como se alguém tivesse descoberto outro continente!”, diz Brian Brown, curador de entomologia do Museu de História Natural do Condado de Los Angeles. Ele estava falando de insetos.
Ao estudar insetos na Amazônia, a maioria dos entomologistas lançam seus olhos para baixo, para os intrincados caminhos de musgo que compõem o chão da floresta tropical. Mas José Albertino Rafael queria olhar para cima. Muito acima, mais de 32 metros a partir do solo.
Durante duas semanas em 2017, Rafael, entomologista do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, e colegas aprisionaram insetos em várias alturas, começando no nível do solo, a partir de uma torre de 40 metros erguida no meio da Amazônia, nos arredores de Manaus.
As descobertas foram surpreendentes, diz Brown, que fazia parte de uma equipe que examinou e registrou todos os 37 mil insetos que foram coletados. Quase metade deles eram moscas.
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